Li e Recomendo: Doce Vampiro

Estamos no penúltimo dia do mês de janeira e até o presente instante não havia postado absolutamente nada, mas daí fuçando ali e mexendo a-co-lá, pensei que seira muito interessante trazer uma dica de leitura para esse início de 2011, assim, escreverei sobre um livro que simplesmente me conquistou pela temática que se difere de muitos livros que tenho visto por aí que tratam do assunto sobre vampirosjustamente por trazer a tona a temática do falso mito do vampiro. É claro que a julgar pela capa o livro parece um tanto bobo, mas depois que você deixa de lado essa primeira impressão e inicia a leitura... Ah amigo! Aí é que a diversão começa !!!
Sem mais delongas apresento a resenha que preparei para este divertido livro que classificaria como sendo HI-LÁ-RI-O !!!!


Com a recente onda dos vampiros que voltaram a “assombrar” a literatura nos últimos tempos, ficou praticamente impossível não vermos inúmeras publicações que tratem do assunto de formas variadas, assim, o leitor ávido pela literatura “vampiresca” tem um leque de possibilidades ou visões diferentes para o mesmo mito que, querendo ou não, nunca se esgotará justamente pela facilidade com que esses chamados “seres das trevas” podem ser reciclados para acompanharem os avanços no meio literário.
Mas, o que o mundo da literatura não contava, ainda, era com uma reinvenção do mito do vampiro pelo falso mito. A primeira vista pode parecer confuso, todavia, com a crescente popularidade do vampiro e com o fato da obsessão de muitas garotas por esse ser soturno e melancólico, os meninos ficaram a margem do coração das meninas, afinal, quem em sã consciência trocaria um ser tão misterioso, cheio de sensualidade e imortal por um garoto comum, cheio de defeitos e muitas vezes desajeitado?
Assim, partindo dessa perspectiva de que vampiros sempre tem um lugar cativo no coração das garotas, em Doce Vampiro (Flynn Meaney - 248 páginas - Verus Editora) nos é apresentado a história de Finbar Frame, um típico adolescente de 16 ano que, definitivamente, sempre foi ignorado pelas garotas por não ser nenhum símbolo de virilidade e, muito menos, ter tato para conquistar o sexo oposto, desse modo, logo quando ele percebe que as meninas gostam mesmo é de vampiros ele decide se “transformar” em um pegando o que há de melhor em si mesmo e aperfeiçoando para que todos pensem que ele realmente é um “chupador de sangue” dos mais viris que existem. No entanto, o que Finbar não imaginava é que pior do que ser um vampiro de verdade é fingir ser um, afinal, para toda sua família _, o que inclui uma mãe com mania de limpeza, um pai desligado e um irmão gêmeo hiperativo _, ele parece apenas um garoto perdido enquanto que para as demais pessoas ele aparenta ser um tanto estranho. Todavia, há uma mudança na vida de Finbar e o que parece ser impossível, ou seja, aparentar que realmente é um vampiro, começa a não ser tão improvável assim, entretanto, sustentar essa falsa verdade pode se tornar ainda mais complicado quando há a necessidade de se autoafirmar e de conquistar o coração da garota mais descolada da escola
Dessa maneira, Doce Vampiro, além de trazer inúmeras referências da cultura pop e hilariantes situações onde podemos acompanhar a trajetória do esperto, porém desajeitado protagonista, também trata da questão de nos aceitarmos como verdadeiramente somos sem medo do que poderão pensar a nosso respeito e sem a necessidade de usarmos máscaras, pois mais importante do que o juízo de valor emitido pelas pessoas é o que cada um pensa de si mesmo.

Comentários

  1. Oiii! Tudo bem? Estou dando uma passada para conferir seu blog, e parabéns! Amei!!! Eu li Doce Vampiro também! Fiquei apaixonada pelo Finn, a caracterização dele é totalmente o oposto dos outros diversos protagonistas a respeito da temática abordada!! Além de criar uma trama excelente, a autora soube como modificar a temática dos vampiros, além de inserir situações hilárias!! Vale muito a pena a leitura! Beijos!!!
    booksinwonderland.blogspot.com

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  2. Esse livro parece ser legal.
    Espero realmente lê-lo algum dia.
    Parabéns pela resenha.
    Abraço...

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.blogspot.com

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