Li e recomendo: O Morro dos Ventos Uivantes


São muito poucos os livros que conseguem emocionar uma pessoa de tal modo que a mesma seja levada as lágrimas, no entanto, é sempre muito bom saber que existem histórias assim que de tão belas e verdadeiras, acabam se tornando joias da literatura.
Em O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bronte), temos uma clara ideia do que é o leitor pegar um livro e se vê inteiramente tocado por seu enredo do seu início ao seu fim, pois o modo como a escritora conduz seus personagens ao longo da trama, sem sombra de dúvida, é merecedora de todo e qualquer elogio, pois uma história que consegue ultrapassar os cânones românticos para se consagrar universalmente com tanta propriedade como é o caso Ventos Uivantes, não deve, sob hipótese alguma, cair no esquecimento.
Desse modo, a leitura do livro nos faz refletir acerca dos relacionamentos humanos e também nos faz perceber o quanto estes, nos últimos tempos, têm se mostrado carentes de muitos sentimentos, pois mesmo os relacionamentos tendo intensidade falta-lhes a profundidade necessária para que se tornem vindouros.
É certo que em O Morro dos Ventos Uivantes a intensidade e profundidade do amor dos personagens centrais Catarina Earnshaw e Heathcliff (ambos criados juntos ao longo da infância e adolescência) os levam a destruição, mesmo assim, podemos perceber que o amor não acaba nem mesmo depois da cruel e derradeira morte.
Cabe ressaltar, também, que em pleno século 21, este sublime romance ganhou novo fôlego através dos livros escritos por Stephenie Meyer onde, por diversas vezes, os personagens criados por Bronte são citados na saga de Crepúsculo o que nos leva perceber a notada influência da escritora inglesa na composição dos personagens da escritora americana, muito embora Isabella Swan e Edward Cullen não cheguem nem perto dos personagens criados por Bronte.
Se ainda assim, você esta em dúvida sobre a autenticidade arrebatadora de O Morro dos Ventos Uivantes, essa texto será finalizado com trechos extraídos do próprio livro de Bronte.
Numa conversa com Nelly Dean_ narradora da história e uma espécie de empregada dos Earnshaw_ Catarina confessa seu amor por Heathcliff sem saber que ele ouve a tudo silenciosamente.
[...]
Se tudo perecesse mas Ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado, o mundo inteiro se tornaria para mim uma coisa totalmente estranha ... Meu amor por Heathcliff assemelha-se como os rochedos inotos que jazem por debaixo do solo: fonte de alegria pouco aparente mais necessária... Eu sou Heathcliff ! [...]
Desesperado, Heathcliff faz um doloroso desabafo para Nelly, assim que tem a confirmação da morte de Catarina.
[...]
Catarina Earnshaw possas tu não encontrar sossego enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me, então! A vítima persegue seus matadores, creio eu! Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fica sempre comigo... encarna-se em qualquer forma... torna-me louco. Só não quero que me deixes neste abismo, onde não te posso encontrar! Oh, Deus. É inexprimível! Não posso viver sem a minha vida! Não posso viver sem a minha alma!

Comentários

  1. Realmente parece ser uma história bem interessante! Notei que a Stephenie Meyer sempre cita os personagens de O Morro dos Ventos Uivantes na saga Crepúsculo...
    Já baixei o e-book e assim que ler, dou a minha opinião completa!

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